B"H

 

TROPICASHER, Torá com Gostinho Tropical

nosso e-mail, com gostinho de futebol: tropicasher@jewishbrazil.com

 

Parashá da semana: VAIESHÊV

 

Esta parashá introduz a figura de Yossef, o Tsadik (justo), na Torá.

Yossef era o filho predileto de Yaacov e isso provocou ciúmes nos outros irmãos, ainda mais quando Yossef contou para eles que sonhou que um dia iria ser o tal e eles o serviriam.

Com inveja dele ser o queridinho do papai e de ser um "caxias" nos assuntos da Torá, seus irmãos por isso resolvem dar um sumiço nele.

Yossef foi vendido como escravo para os Ismaelitas, zeides dos árabes e estes os venderam a Potifar, que servia o faraó do Egito. (parece que esse negocio de vender tudo o que é patrimônio nacional e histórico dos judeus aos árabes não vem de hoje)

Yehudá mata um bode, molha a túnica de listinhas de Yossef com o sangue do bode e pergunta ao pai Yaacov se reconhece de quem são. Yaacov quase me tem um piripaque na hora, coitado.

Parece que deu bode, mas é aí que praticamente começa toda a história de Mashiach.

 

A ORIGEM DO SIMANCOL ESTÁ NA TORÁ

No meio dessa confusão toda, Yehudá, o tatatatatatarazeide do rei David e portanto do Mashiach, perde dois filhos, sendo que o mais velho era casado com uma mina Idish chamada Tamar.

Naquela época a profecia abundava em Israel, por isso Tamar sabia que de seu ventre sairia o tatatatatatarazeide do rei David e portanto do Mashiach. E agora, o que ela deve fazer?

Tamar apelou para um expediente pouco recomendável, a menos que em caso de desespero:

Vestiu roupas especiais, digamos... roupas especiais, entende? Tapou o rosto com um véu e apresentou-se ao sogro Yehudá como sendo uma espécie de gueixidish (uma gueixa Idish).

Yehudá estava de passagem por isso aproveitou a deixa da gueixa.

Como não tinha com que pagar os serviços dos quais desfrutou, deixou seu cajado, seu lacre e seu carimbo como aval, dizendo que enviaria o pagamento sem falta.

Quando seus funcionários chegaram à tenda da gueixidish com o pagamento, não a encontraram.

Tamar engravidou daquela mesma ocasião e decorridos 3 meses, Yehudá notou o fato.

_ Tamar prevaricou! Quero que mandem despachem ela de volta a Hashem! - ordenou Yehudá.

_ Digam-no que estou grávida do dono destes utensílios e se ele os reconhece - disse Tamar

Yehudá não passou vergonha na frente dos outros pois Tamar não disse abertamente estar grávida dele.

Yehudá poderia dizer que não sabia de quem eram os utensílios e evaporar com a Tamar.

Mas tomou Simancol Irradiado na hora e percebeu o nobre gesto de Tamar, além de entender que Hashem estava lhe pagando na mesma moeda por ele ter mostrado a túnica do irmão Yossef molhada em sangue de bode ao pai e perguntado se reconhece de quem é o dono .

Daí a Torá nos ensina que é preferível danar a si mesmo que humilhar alguém em publico.

 

O Maharal de Praga nos ensina a partir deste episódio que humilhar alguém em publico é ferir a sua alma, que é parte integral de Hashem, com isto ferindo a dignidade do próprio D-us.

O Talmud diz que quem humilha ou debocha de alguém em publico não tem um lugar no Mundo Vindouro e que alguém que o faz está praticamente matando esta pessoa.

De acordo com esta premissa, a maioria dos jornais e revistas de hoje fechariam as portas.

Se os jornais e noticiários que ferem a Israel e aos Judeus chamando um mentecapto de parceiro da paz soubessem que na verdade estão ferindo a D-us e que Sua ira virá - cessariam no ato.

 

D-US É FIEL: SÃO CASHERTANO NAS FINAIS

Ultimamente tem estado na moda os jogadores de futebol quando fazem um gol mostrarem uma camiseta abaixo da camiseta do time, geralmente em prol de alguma causa.

Um jogador do S. Caetano quando fez o gol da vitória levantou a camisa do time e deixou a mostra uma camiseta onde se lia: Deus é Fiel.

Pois bem, o gesto deste jogador aparece com destaque na parashá desta semana.

D-us é Fiel em hebraico se diz: E-l Mélech Neemán - cujas iniciais formam a palavra AMÉN

Por isso dizemos AMÉN toda vez que escutamos uma brachá (benção).

A descida de Yossef ao Egito é o estandarte da fé que a pessoa tem de ter em Hashem.

Tudo o que ele fazia dava certo. E o crédito ele sempre dava para D-us.

Yossef ficou conhecido no Egito como "a pessoa em que D-us faz ter sucesso em tudo o que faz"

Yossef tinha confiança em Hashem.

Esta confiança se chama Bitachón em hebraico.

Mas a pessoa não pode só ter confiança em D-us e ficar deitado na sombra de boca aberta esperando chover ou cair uma penca de uva madura na goela. Tem de dar duro para isso.

Dar duro para isso em hebraico a gente chama de Yishtadlút.

Israel voltou a existir como país depois de dois mil anos de Galut porque tivemos Bitachon que isso iria acontecer e fizemos uma baita duma Ishtadlut para isso. Parece que deu certo.

Mas não se pode fazer a fama e deitar na cama.

Se estivermos cansados de construir algo que começamos e perdermos a fé em nossa causa, pode dar nisso que está dando hoje em dia: um fraquejar de princípios e uma coceira na mão para ficar doando porções da terra de Israel que pertencem a todos os judeus do mundo, mesmo os que estão fora de Israel, mesmo os que ainda não nasceram, por um pedacinho de papel sem valor, uma casinha mais bonitona, um carrinho mais novo, mais estripulia noturna e mais covardia para lidar de frente com os problemas, como se eles fosse sumir de vez tão facilmente assim.

Esse mundo tem um dono e a Ele não se faz de bobo.

Israel era um S. Caetano da vida que virou Seleção.

Era um povo em que ninguém apostava e hoje é um paisão.

Então porque parou? Parou por quê?

Shabat Shalom

 

Por falar em bitachon, tem um site datí para shiduchim na net que chama www.bitachon.com