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TROPICASHER, Torá com Gostinho Tropical
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Parashá da Semana:
SHEMINI


E É CASHER... PEGA, MATA E COME!

Se você é um(a) jovem com mais de 40 anos de idade, seguramente já ouviu
aquela canção popular: "Carcará... pega, mata e come!".

Pois é,  quando o Povo Judeu estava em trânsito no Deserto do Sinai, surgiu
um apelo eco-espiritual para que nossa neshamá (alma) que recebeu a Torá,
passando a se conectar diretamente com a Vontade de Hashem, evitasse se
alimentar de qualquer coisa que rastejasse pelo chão ou subisse pelas
paredes.

Como o que comemos se transforma no sangue que corre em nossas veias e este
serve de suporte á nossa neshamá (alma), ficou patente que nosso sangue deve
se contituir de material saudável física e espiritualmente.

Quanto á saúde física, a Medicina e as dietas holísticas tem muito o que
dizer, existindo hoje em dia farta literatura e seminários a respeito.

Quanto ao plano espiritual, a Torá, em especial a parashá desta semana,
SHEMINI, se concentra em nos revelar tudo aquilo que é nescessario para a
saúde espiritual do nosso corpo, a começar pelos animais que podemos
ingerir.

Do reino mamífero, podemos ingerir tudo o que rumina e tem o casco fendido.

Do reino das aves, não podemos comer todas as aves mencionadas nesta
parashá, a maioria delas aves de rapina ou predatoras. Ficamos então com
aves tipo galinha, pato, ganso, etc. Em Israel também se come cordorna.

Do reino do mar, podemos comer todos os peixes que possuem escamas e
barbatanas. As Sinagogas no Brasil costumam ter uma lista destes peixes.

Do mundo réptil não podemos ingerir nada. Ainda bem: já imaginou o tamanho
do micro-ondas para requentar uma coxinha de Brontossauro?

Do mundo dos insetos nada é casher (apropriado) para o consumo, fora um tipo
de gafanhoto chamado de Chagav e que alguns Judeus do Yemen comem(iam).

Todos os vegetais e minerais são casher.

- Seu Tropicasher, acho esse papo de casher é porque não tinha geladeira no
Deserto, por isso Moshé rabeinu regulou essa animalzada toda.

Bem observado, não fosse a Halachá (Lei da Torá), permitir ao Judeu comer
qualquer animal proíbido (até os nossos dias) nos seguintes casos:

· Quando se cruza um Deserto.
· Quando se está numa Guerra
· Quando a escassez de comida pode perigar a vida

Ora, o Povo Judeu estava no Deserto do Sinai, constantemente atacado por
povos que queriam ver nossa caveira, e não raro não tinham o que comer,
sendo salvos pelo gongo quando Hashem fez brotar o Maná do Céu.

Portanto, era justamente nessa ocasião que Moshé podia permitir a um Yehudi 
comer não-casher, o que bota por terra o argumento que casher = asséptico.

Além do mais, para que raios Moshé rabeinu ia se arriscar proibindo a um
batalhão de escravos famintos um montão de comida que ele nunca podia saber
o gosto porque nunca comeu, nem a gente podia saber o que era porque nunca
viu, nem podia ter aprendido dos egípcios porque eram vegetarianos?

Comida casher também tem que ser boa para o corpo, mas na verdade, é para a alma.

Por isso sempre vale a pena se esforçar um pouco mais e comer casher.

Hoje graças a D-us temos muitos restaurantes e mercearias com produtos casher.

A satisfação de cumprir mais uma mitsvá é imediata e a recompensa é eterna.

Mangia casher, que te fá benne!!

Shabat Shalom,

Paulinho Rosenbaum