Parashá da semana:
PINCHAS
nosso e-mail, direto da Chalá de Açucar:
tropicasher@jewishbrazil.com
TROPICASHERIOCA
Amigos e amigas é com muita
emoção que enviamos a vocês um Tropicasher aqui da Cidade
Maravilhosa, onde recém demos início a excursão do Tropicasher
pelas comunidades judaicas do Brasil, até as festas judaicas, se
D-us quiser.
Nossa excursão começa após o luto respeitado pela destruição de
Jerusalém e outras calamidades, luto este que começou esta semana,
no dia 17 de Tamuz, dia da destruição das muralhas de Jerusalém e
da quebra das Tabuas da Lei por Moshé rabeinu.
"Lehavdil" (ou seja, sem comparar e muito de
longe), lembram da desvitoria do Brasil frente a França
na final da outra Copa? Também foi em 17 de Tamuz.
Certa vez chegamos no Brasil logo no dia do Jejum 17 de Tamuz, por
isso não pudemos bebericar uma batida de caju que estava sendo
oferecida aos chegantes no Brasil no aeroporto do Galeão por uma
baianinha á rigor. Ah... nada como uma batidinha de maracujá, de
limão, de caju e outros més tropicais. Tudo isto pode ser
casher, desde que feito somente com frutas e pinga. Mas não pode
ter vinho a menos que seja Casher, com supervisão rabínica.
Um dos motivos para
esta regra básica da dieta Casher está nesta parashá:
Pinchás recebeu o premio da Paz de Hashem por ter impedido que uma
epidemia extremamente peçonhenta se alastrasse pelo povo judeu no
deserto do Sinai. Já iam morrendo lá umas vinte e quatro mil
pessoas, quando Pinchás não se aguentou mais dentro das calças e
resolveu espetar, juntos, um príncipe israelita que estava sem
calças e sua namoradinha midianita, que o havia bebericado com
vinho para colocar abaixo seu senso de recato público.
Hashem criou o homem e a mulher para que se completem.
Criou e santificou o casamento para que eles possam se amar.
Abençoou o sustento do homem casado para que viva em paz com sua
mulher.
Tudo para que o homem seja feliz. Tudo mesmo.
Mas Hashem parece não "engolir" baixaria.
Bilam, Balak, Edom e alguns povos menos votados não conseguem
destruir Israel.
Então apelam para a miscigenação, para a mistureba carnal adoidada
e sem fronteiras.
As mocinhas de Midian teriam convidado rapazes israelitas para um
drinkezinho amigo, seduzindo-os e fazendo-os servir o ídolo
Peor, que era idolatrado de uma maneira tão shtink
(fedida) que temos até vergonha de contar aqui. Acabaram levando a
Peor.
Por isso nossos rabinos permitem tomar somente o vinho casher,
qualquer que seja a sua marca ou pedigree. O vinho pode ser
baratinho, daqueles com rosca, ou um excelente tinto israelense,
um soberbo francês, ou chileno, italiano e até argentino, mas tem
de ser casher.
Porque o vinho é utilizado para sacramentar uma pá de coisas no
judaísmo, a começar pelo casamento. Hashem quer que a gente comece
a vida conjugal com o pé direito, por isso nos faz beber vinho
logo de cara, debaixo da Chupá.
Quando o vinho vem de
Hashem, tudo vai bem.
Quando não vem, não vem que não tem.
Lechaim!
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(*) enviado em Tamuz de 5760 |