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Tropicasher em
Paris
PARIS-
SAFIR-TORÁ-TSORFAT-FARATSTA: Que bagunça é essa?O Tropicasher cruza os Oceanos e chega à primeira parada da sua missão especial de estudos a caminho de Israel: Paris! (uma cidade da França).
A França tem uma tradição secular invejável, mas ao mesmo tempo tem uma tradição de Torá mais invejável ainda.
A França é o berço do Judaísmo Ashkenazi.
Foi aqui que Rashi revelou os mais profundos e complexos segredos das Parashót da Torá, no século 11.
Foi aqui que Rabeinu Guershon, a Luz da Diáspora, legislou códigos importantes que atuam até hoje, como a proibição dos judeus de se casarem com mais de uma mulher e a obrigatoriedade da mulher concordar com o divórcio dado pelo marido, apesar da Torá não obrigá-lo.
Foi aqui que o Rebe Menachem Mendel Schneerson, o líder do Movimento Lubavitch que espalhou Beit Chabad por todo o planeta, passou uma importante fase da sua vida.
A palavra França em hebraico, TSARFAT, já é mencionada pelos profetas.
Tsarfat vem do radical "juntar", o que no caso judaico, poderia ser juntar o conhecimento técnico dos povos europeus e a espiritualidade judaica, ou juntar diferentes parcelas de espiritualidade espalhadas por aí em algo mais penetrante, como fez o Rebe de Chabad.
Tsarfat também pode ser lida como "Faratsta", lema do movimento Chabad, que foi o mandato que HaShem deu a Israel (Yaakov Avinu), de espalhar a Torá pelos quatro cantos do mundo, o que o Rebe fez com esmero e sucesso.
Paris, por sua vez, em hebraico pode ser lida como "Sapir", ou safira, o material do qual foram feitas as Tábuas da Lei.
Tudo indica que essa parte do planeta possui alguma energia especial, que coloca à disposição de rabinos, cientistas, pensadores e artistas os mais profundos significados da existência humana.
E que vinho casher os caras bebem aqui, belo! Ést du Peru! Lechaim!
Au revoir
Paulinho Rosenbaum
Esse Tropicasher é dedicado ao Rebe de Lubavitch, Menachem Mendel Schneerson, que iluminou o mundo judaico contemporâneo e nos ensinou como dar um renovado e alegre significado a nossa vivência judaica