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Parashá (porção da
Torá) desta semana: MISHPATIM
Na porção desta semana a Torá
apresenta um extenso código de interação social, que inclue temas
como relações patrão/empregado, indenização por perda física,
patrimonial ou moral; crime doloso e culposo, leis anti-sequestro,
resoluçao de rixas, o que acontece se alguém fere uma mulher grávida e a famosa regra
"olho por olho, dente por dente", que não é interpretada
literalmente, mas "até onde pode ir a indenização".
MITSVÁ NOS OLHOS DOS OUTROS NÃO ARDE
E jamais deve arder mesmo.
Esta parashá tem trocentas
mitsvót, a maioria delas encarando de frente a justiça
social.
Todos os níveis da sociedade são
lembrados nesta parashá, mas existem três categorias de
pessoas com as quais a Torá é bastante meticulosa
quando ao trato:
Guerim - os estrangeiros ou
os convertidos ao Judaísmo
Yetomim - os órfãos
Almanót - as viúvas
Para o comentarista Rashi, estas
pessoas tem menos forças para se defender quando
oprimidas. O estrangeiro está sem a família presente, o
convertido é um novato num mundo totalmente novo, o
órfão não tem os pais que o defendem e a viúva carece
do marido que zelava por sua segurança e respeito frente
á sociedade.
Por isso a Torá diz que se alguém
incomodar essa turma e eles gritarem para Hashem, Ele se
ocupará impiedosamente de castigar os opressores.
A Torá nos dá também um motivo
para isto: fomos estrangeiros no Egito.
E sentimos na pele o que é não
ter ninguém para nos defender a não ser Hashem.
Para alguns, estamos no limiar da
Era Messiânica.
Para outros, já estamos dentro
dela, a passos cada vez mais largos.
Em ambos os casos, isto significa o
cumprimento da profecia de Kibutz Nidachim (o
acolhimento dos dispersos), o que inclui judeus perdidos
por esse mundo afora e almas judias em corpos não-judeus
que estão procurando seu caminho junto ao nosso povo.
Vamos recebê-los com pompa e
galhardia. Eles estão chegando às levas de volta a
Israel, a areia que virou mel.
MISHPATIM:
JUSTIÇA SOCIAL 3 MIL ANOS ANTES DO WELFARE STATE
Nos Estados Unidos, se um comerciante sem querer der uma
umbigada num cliente que entrou na sua loja, talvez pague
uma indenização bilgueitica.
Apesar dos absurdos que as vezes acontecem por essas
orquestras (essas bandas, só em país
pobre), o carater moral do comércio americano faz deste,
um país desenvolvido.
Este sistema tem seu início na Torá, nesta parashá:
MISHPATIM.
Além de desenvolver um sistema de compensação
financeiro e moral de altíssima qualidade, essa parashá
introduz um código social que protege os mais fracos e
os estrangeiros.
Tomemos como exemplo o pagamento em dôbro de uma quantia
afanada ou a compensação serviçal por prazo limitado,
no caso de um gatuno não dispor do dinheiro para
repô-lo á pessoa lesada, ao invés de trancá-lo atrás
das grades e destruí-lo como ser humano. Isso inclui
também danos causados por animais.
E mais: a obrigação de ajudar a um inimigo em apuros,
indenizações á família da moça em caso de estupro;
indenizações em caso de incêndio; a obrigação de
emprestar dinheiro aos pobres ás vésperas do Ano
Sabático, quando se perdoam as dívidas; o que se faz
quando a pessoa toma um instrumento de trabalho
emprestado e o inutiliza... e tem até uma lei
anti-bruxas!!
Nesta parashá a Torá avisa que Hashem tem um carinho
especial pelos conversos (guerim) e pelas minorias que
habitam o seio da sociedade judaica (mas não está
incluindo minorias que nos sequestram, matam, estupram,
explodem, assassinam e genocidam adoidado - está falando
de minorias que nos respeitam e ás leis de Israel).
Essa parashá tem tanta lei e estatuto, que mesmo para
falar delas superficialmente, esse Tropicasher teria de
ter trocentas páginas.
O principal, a essência dessa parashá, é que as leis
trabalhistas, morais, sociais, familiares e humanisticas,
são uma dádiva Divina.
Mas se as leis feitas pelos humanos ás vezes são
bonitinhas, como em alguns países de hoje, outras vezes
são bem feinhas, como na Alemanha de pouco tempo atrás
e em algumas ditaduras, onde ainda perduram.
E a Torá, sabida que é, previu esse jabá, bem no meio
dessa parashá:
Não se junte á maioria para fazer o mal
(23:2).
Trocando em miúdos: a maioria, mesmo quando chegou ao
poder em eleições livres... pode estar errada.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Os franceses podem ter criado o Champanhe e alguns
queijos fedorentos, mas esses lemas foram lançados por
Moshé rabeinu, milhares de anos atrás, e prá valer.
Zaiguezint
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