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                                 Nosso bom e velho Rena festeja neste ano de 5767 seus 85 anos de idade, valor numérico da palavra (boca em hebraico), brindando o publico com um épico Brodwístico que conta a historia de Zécale, um jovem que abriu a boca para contar seus sonhos aos irmãos incautos e tudo o que conseguiu com isso foi carimbar o passaporte para uma viagem só de ida ao Egito. O Tropicasher homenageia sua escola de infância e a produção deste excelente espetáculo contando a versão Tupinikosher deste episódio:

 

ASHER E SEU TALIT TROPICASHER

 

Estória de Paulinho Rosenbaum - ex-aluno do Renascença

 

   " - Chaverim e Chaverot, Ingales e Meidales! Bem-vindos ao Safári Tropical em benefício da nossa escola. Como vocês sabem, o estamos fazendo com o intuito de levantar as verbas já que caíram no chão. Agora tomem seus assentos e não esqueçam de recitar a reza do caminho, alem de, claro, não colocarem o chifre para fora das janelas do jipe porque os leões daqui são de verdade, as cobras picam mesmo e os tubarões então, nem se fala".

 

 

- Mamãe, mamãe, onde está Zécale? - disse Asher.

- Oy vey! Teu irmão some nestas horas! Do modo como o conheço deve estar angariando fundos para comprar algumas entradas para os alunos que não podem pagar poderem participar do Safári.

- Mas que Tsadiquinho que ele é... - Disse um dos irmãos de Zécale -,  angariando fundos para as crianças pobres, ao invés de deixar isto para a C..H.I.S.D.A. (Comissão de Humanos Impossíveis de Serem Diretamente Administrados). A sociedade certamente tem que ajudar os menos favorecidos, mas isto tem que ser organizado, pautado, sedimentado, filmado, homenageado, não pode ir qualquer um e tentar dar uma de Robin Idish por ai.   

- Homessa!!! - Bradaram seus irmãos em uníssono. A gente devia aproveitar o safári e largar o Zécale no meio das jaguatiricas, para ver se ele ensina a elas a parashá da semana com aquele seu jeitinho tropical.

- Olha ele aí, correndo atrás do jipão com mais uma criança que não pode pagar. Que lindo!!! A sheine ingalezinho!!! A gente vai ficar cansado de tanta bondade pó-de-arroz e acabar tacando esse cara no fundo do Tietê!

- Não!!! No fundo do Tiete não!! Como podem ser tão cruéis com nosso irmãozinho? Vamos fazer algo que pelo menos aumente nosso custo-beneficio. Olhem - uma caravana de camelôs, vamos pará-los e ver se querem o Zécale.

 

    O chefe da caravana de camelôs pára atônito diante da possibilidade de um bom negócio e indaga:

 

- E aí, rapá! Tem alguma muamba maneira no estoque?

- Temos um irmão zerinho, zerinho, que estamos liquidando por motivo de mudança. Ele sabe fazer um montão de coisa, dança, canta, é inteligente, criativo, inovador, fala 70 idiomas, se adapta com facilidade a novas situações e além de tudo, é um ótimo administrador. Tudo isso por apenas T$20 (vinte dólares tropicasher cash). Devolvemos o dinheiro se não estiverem satisfeitos com a mercadoria mas não aceitamos a devolução do produto.

- Feito, mano! Carrega o pimpolhão aí no camelo conversível com pata de magnésio.

 

    E assim, Zécale foi parar no Egito antigo de uma hora para outra, onde de imediato conseguiu um emprego de guia turístico de pirâmide impenetrável, aumentando em quinze vezes as divisas do país e quintuplicando o PIB egípcio.  

 

    Enquanto isso, Asher sentia um comichão no sentimento, um quê de "- Não era isso que era para fazer, rapaziada!" e decidiu sair sozinho ao encalço do irmão. Mas como não tinha a mais nítida idéia de onde estaria Zécale, decidiu dar uma olhadela no Gugale, um serviço de busca de parente perdido que sua sinagoga oferecia como opcional para quem tinha o plano Brother+. 

 

continua em breve...  até o final inesperado, que o afável leitor nem imagina qual seja.

 

 

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