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ARTIGOS INTERESSANTES by Paulinho Rosenbaum |
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RABINO, TINHA HAMBÚRGUER NO BEIT HAMIKDASH?
Data Cósmico-espiritual: 17 de Sivan de 5767, ou 03/06/07.
Note isso: 17 é o valor numérico da palavra Tov (bom) em hebraico!
O Talmud diz que cada judeu terá de prestar contas ao Altíssimo por tudo de bom que lhe foi possível provar em sua vida terrena e ele não provou por preguiça, unha de fome ou sei lá que desculpa.
Pois o Todo-poderoso nada priva de Suas criaturas, e para cada alimento proibido aos judeus dos que existem no mundo, é possível encontrar ou fazer algo com o mesmo gosto.... e que seja Kasher!
Recém saímos de Shavuót, quando no Beit Hamikdash eram sacrificadas as carnes usuais desta Festa.
Acompanhadas de 2 pães levedados (Vaicrá 23:18), estas carnes eram logo consumidas pelos Cohanim.
Estava inventado o Fast Food Kasher! Essa patente é nossa, seu Zé!!!
Mais de 2 mil anos depois, os filhos de Israel já não podem comer Fast Food Kasher, pois o similar Taref vendido no mundo acompanha uma batelada de proibições para o judeu. Mesmo os que não são Cohanim.
Sobram então duas possibilidades: comer (veeery) Slow Food Kasher ou viajar para outro país a fim de poder cumprir com o preceito de provar tudo o que exista de Kasher neste mundo de Hashem.
A parashá do Shabat que passou, Behalotecha, também não ajuda muito, pois nela presenciamos um choro desmedido do povo, pedindo por carne: "Quem nos dará carne para comer?" (Bamidbar 13:11).
Contudo, a própria Torá explica que este choramingo não foi iniciativa dos judeus, nação temente a D´us, que sabe se conter diante do proibido e aguardar a oportunidade em que Ele os permitirá este alimento.
Assim como no caso da adoração do Bezerro de Ouro, um elemento externo empurrou o povo hebreu ao pecado: foi a multidão estrangeira, que veio de brinde quando saímos do Egito.
Que brinde, hein colega? Por causa deste "brinde" o povo de Israel nunca mais teve sossego. Pois o judeu só peca quando não está com a sua comunidade, ou seja: vivendo, comendo e agindo como judeu.
A resposta a todas as questões acima veio neste 17 de Sivan, aqui na cidade de S. Paulo, Brasil:
Por iniciativa da nossa liderança judaica e religiosa, de empresários que se importam com a saúde espiritual da nossa comunidade e, principalmente, do apoio massivo do nosso Tsibúr (público), todo judeu que quisesse experimentar e fazer uma brachá no item alimentício talvez mais vendido no planeta - podia.
Na fila do hamburguer tão esperado, uma senhora comentou ao meu lado: "Parece que eles estão trazendo Mashiach, olha só: todo mundo está aqui, judeus de todas as linhas, alinhados e enfileirados quietinhos, bonitinhos, como se estivessem mesmo esperando a hora de comer o seu korbanzinho!"
Além do enorme Kidush Hashem, a meu ver foi um mini-tikun daquela gula carnívora no Sinai. E por incrível que pareça, a iniciativa foi de uma Sinagoga com o mesmo nome (do Sinai, não do hamburguer, mané!)
Para mim foi também uma oportunidade importante de participar ombro a ombro de mais uma iniciativa para incrementar a culinária tupinikosher, como também manda a Torá: "Col Israel Arevim ze laze" - Todos os judeus são responsáveis uns pelos outros. Quanto mais gente apoiando, mais fácil cumprir as Mitsvót.
E isto inclui, por que não, casherizar no Brasil uma loja da rede de Fast Food mais famosa do mundo.
Parabéns Rabinos, Patrocinadores, Mashguichim, garçonetes educadas, kabatim, e aos que participaram do Zimun da refeição comemorativa de um Sium do Sefer Hazohar, com direito a Groiceburguer com molho, batatinha e pickles. A Hashem, nosso Eterno patrocinador, muito obrigado por esta oportunidade especial.
Próxima vítima: casherizar a "Cozinha da Fazenda", com direito a torresminho casher e pernil de hering!
Tropicasher é notícia em primeiro mouse.
Paulinho Rosenbaum, direto da redação.
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