"Não por força nem por
poder, mas por Meu espírito...”.
Zacarias 4:6
PARTE 1: A PARTIDA
Londres, 1898. .
-
Mamãe, porque nossa estória se
passa em Londres se estamos em Santos?
-
Porque fica mais chique meu
filho. As pessoas em geral não começam a ler estórias que começam em Santos
(com todo o respeito), mas Londres é sucesso garantido em estórias de mistério,
fazer o quê?
-
Mas mamãe, já estamos no século
21 e não em 1898...
-
Eu sei, ingale, mas o século 21 começou
meio batido, cheio de mucurunga, de conflitos. Sei lá, falta sal. Mas 1898...
um ano assim impõe respeito! Vamos ande, senão vamos chegar atrasados e o Mago
Yabada não vai nos receber, pois para ele, cada segundo sem estudar Tora é uma
goiabada.
Ah, o Mago Yabada! Figura respeitadíssima nos meios
esotéricos e lotéricos, famoso por empregar formulas judaicas ancestrais para
adivinhar os resultados da loteca, para que instituições de caridade possam
sair do vermelho. Muitos o criticam por isto, por acharem que somente os meios
tradicionais podem ser usados para tais objetivos. A estes o Mago Yabada
responde sem hesitar: – Dê Tsedacá todo o dia, para que os pobres não precisem
jogar na loteria!
Isto convencia a todos da bondade e sabedoria suprema do
Mago Yabada, que recebera sua alcunha do majestoso Ching Masnobata, mestre nas
Artes Marciais (confecção de fantasias de Purim),
nas artes Setembrais (confecção de enfeites para a Sucá) e nas artes Dezembrais (confecção de Chanuquiót diferenciadas); venerável mestre, que desenvolveu um
método infalível para calar uma pessoa que roda à baiana em publico, causando
alvoroço e embaraço para todos. Seu método consiste na repetição de versículos
da Tora em voz baixa e continua, até a pessoa acalmar. Sempre funciona.
Mago Yabada era o nome de paz de Shloime Hershale Jr., que
ingressara na Yeshivá do mestre Ching para aprender os segredos do controle da
alma, de acordo ao Judaísmo. Certa vez, mestre Ching passou mal, pois bebera
muito vinho em Purim e mal conseguia andar. Shloime Hershale Jr. entrou na sala
de estudos e viu seu mestre quase desfalecido. Sem pestanejar, preparou uma poção
magica a base de goiabada com chrêin,
que o despertou milagrosamente do transe.
A partir de então, o grande Ching o consagrou como o
honoravel “Mago Yabada”, exímio especialista na arte de curar ressaca de Purim,
prisão de ventre causada por muita Matsá em Pessach e dor nas juntas de tanto
dançar em Bar-mitsva e casamento. A terapia é idêntica em todos os casos.
Mago Yabada era considerado um Tsadik – um homem devoto.
Sabia que era preferível ganharmos nosso pão de cada dia com carinho e afeto a
jogarmos na loteria e que devemos separar parte dos nossos ganhos para dar de
Tsedacá a quem precisasse ao invés desta pessoa precisar recorrer a truques
espirituais, em prol das instituições de caridade. Mas o que fazer? A galera
andava meio mão-de-vaca ultimamente e necas de fazer caridade. Então, dá-lhe
loteca casher.
Foi por este motivo que chamou sua amiga de infância, dona
Gerstrudel e o filho Crepale para uma reunião secreta em sua caverna, oculta no
Shil da Esquina.
Gerstrudel era uma combinação das palavras “Geração” e “Strudel”, pois ela havia criado uma franquia de docerias casher
onde servir Strudel em quarenta e oito sabores diferentes, servidos em
guardanapos de crepom. Acabou influenciando toda uma geração, que passou a ser
conhecida como "Geração Strudel", uma geração ligadona em doces Idish
servidos em papel de crepom. A moçada simplesmente ia à loucura com os Strudel
de Dona Gerstrudel, principalmente os de côco com baunilha. O sucesso foi
tamanho que passou a servir salgadinhos nos mesmos quarenta e oito sabores, só
que num papel crepom diferente, para não confundir com os Strudel. Deste modo
criou um segmento de mercado diferenciado para deixar como herança a seu filho
Crepale, que apesar de ser um ótimo menino, não queria de jeito nenhum fazer
Bar-mitsvá. Ao invés de ir às aulas de preparação, passava o dia todo brincando
com seu cãozinho Gurnisht.
Crepale e Gurnisht eram companheiros separáveis. Como o Mago
Yabada não admitia a presença de animais em sua caverna, pois os sábios do
Talmud diziam que os animais domésticos só podem pertencer ao homem que deles
puder e souber cuidar, que não os maltrata e os alimenta antes dele próprio,
Crepale não teve problemas em deixar Gurnisht ganindo do lado de fora da caverna.
A REUNIÃO
SECRETA NA CAVERNA SECRETA DO MAGO YABADA
- Ordem no recinto! - vociferou o Mago com a calma que lhe é
peculiar.
- Mas seu Mago, ninguém está falando nada...
- Eu sei, pequeno Crepale, mas assim criamos um pouco de
suspense na mente do leitor, ávido para saber o que estamos fazendo aqui.
- E porque estamos aqui? - preponderava dona Gerstrudel. Não
tenho muito tempo, sabe? Estou para abrir uma lanchonete de Strudel casher no
sul da Paraíba e preciso voltar à minha reunião de negócios.
- Sinto muito, mas o sul da Paraíba terá de esperar por seus
Strudels. Temos de partir imediatamente para a China Meridional, onde seremos
recebidos na Ieshivá do grande Kung Tshunt. Parece que roubaram a linha
internacional da data que separa o início e o término do Shabat – e se não a
recuperarmos logo, ninguém poderá cumprir Shabat em lugar algum do planeta.
Vamos, não podemos perder tempo! Crepale deixe Gurnisht fora desta estória,
pois não é permitida a entrada de cães na Ieshiva de Kung Tshunt, porque o
Tshunt que eles fazem lá leva muita salsicha e o Gusnisht é capaz de acabar com
o suprimento de Ieshiva em duas lambidas.
Após estas importantes
considerações, saíram todos na maior vula, em direção ao aeroporto. Logo ao
entrar no avião, Crepale invocou com quatro tipos suspeitos, sentados na fileira
de trás.
- Mago Yabada, quem são estes caras com nomes engraçados no
crachá?
- São nossos agentes
secretos. Permita-me apresentá-los:
Epaminondas
Glickstein
Mesmo sem muita orientação religiosa,
Glicão (como o chamam em casa) criou uma orientação mono-pluralista no
judaísmo, segundo a qual N = N +1, sendo que N é o número de correntes no
judaísmo e também o número de judeus no mundo. Glicão é especialista em guardar segredos. Tem uma
coleção de mais de trezentos segredos de cofre guardados no hardisk de seu PC,
mas não os usa, porque não sabe onde estão os cofres. Nos ajudará na
desvendação de segredos conhecidos.
Zen Guezint
Seu nome era Romualdo Zenberg. Estudou
em Israel e logo após o serviço militar viajou ao Oriente, onde se tornou Zen,
ou seja: zen dinheiro, zen nada para comer e zen nada para fazer. Criou então a
técnica da meditação sonorizada, que ajuda a pessoa a pensar que sabe cantar e
com isto fez fortuna, fundando e patrocinando a escola “confusionista”, que
confunde, mas ensina. Esta técnica usa uma mescla de ditados e parábolas
ininteligíveis, fazendo todo o mundo concordar por falta de opção. É autor da
frase que diz: “O pensamento positivo faz com que só pensemos em coisas boas”.
Foi discípulo do grande Kung Tshunt.
Rachamim
Ben Devida
Seus avós revolucionaram o mercado
bancário com a invenção de bancos descartáveis para Sinagogas. Trouxeram a
técnica para o Brasil e a aprimoraram, fabricando bancos infláveis, ótimos para
Kidush e Brit-milá em pátio de Shil lotado. Será nosso agente especial na
coleta de fundos e despesas rasas. Rachamim tem conexões especiais com gente da
alta e da baixa, dependendo da estação. Segue a escola Neo-sefaradita, cuja
máxima é: “Não devemos falar de negócios sobre a mesa, a menos que a estejamos
vendendo por um bom preço”.
Jony
Guisheft
É a própria imagem do Self-made Man, o homem que se fez
sozinho. Seu nome em hebraico é Ioni, mas desde que se mudou para Los Angeles
passou a se chamar Jony, com um só ene. Jony trabalhava num arsenal bionuclear,
quando causou uma sinopse atômica que fez seu corpo se desintegrar. Sem entrar
em pânico, conseguiu reunir todas as partículas de si mesmo, usando a técnica
da meditação sonorizada que aprendera com Zen Guezint. Como se fez novamente e sozinho,
foi o primeiro Self-made Man da
história. Jony Guisheft é especialista em trocar seis por meia dúzia, com
lucro. Isto atraiu a atenção de Dona Gerstrudel:
–
Jony Guisheft, gostaria de te propor sociedade na minha franquia de Strudels,
disse dona Gerstrudel: para cada filial que você abrir durante nossa jornada,
te darei 5% de participação no lucro sólido, ou seja, depois de descontado o Maassêr (doação de dez por cento dos
lucros, de acordo com as leis da Torá, em benefício dos necessitados).
–
Tenho uma idéia melhor, disse Jony Guisheft: cinco por cento é muito dinheiro.
Proponho que a senhora fique com 20% de 80% do que restar após descontar o Maassêr dos meus chulos setenta por
cento do faturamento bruto.
– Feito! Gosto de fazer negócios com gente
altruísta como você, Jony.
–
Vamos embora, pessoal, deixem os negócios para depois, teremos bastante tempo
durante o vôo, preponderou Mago Yabada. Peguem o estritamente necessário para
uma viagem demorada e não se esqueçam de recitar Tefilát Hadérech, a
oração do caminho.
–-
Não precisa, tem no avião – retrucou Crépale com sua sagacidade.
PARTE 2: ONDE ESTARIA A MITSVÁ
PERDIDA?
Nossos heróis haviam adquirido passagens na classe Shluf & Essen da Tropicasher Airlines, empresa
mais segura de todas, única com Tefilat
Hadérech em holograma na frente do
assento de cada passageiro.
Ao chegarem ao aeroporto, foram encaminhados à sala V.I.P.
(Você que tem Indústria e Parnusse). Depois de quase afundarem nas confortáveis
poltronas, ouviram atentamente as instruções da aeromeidale:
... Atenção
senhores passageiros da Tropicasher Airlines, com destino a Iáma, Kédma,
Tsafôna Vanegba... queiram por favor desabrochar os seus cintos porque durante
o vôo será servido um Tshunt da pesada e não nos responsabilizamos por
desarranjos estratosféricos que possam vir a ser causados na camada do Otazônio,
em decorrência da ingestão do mesmo. Para amenizar o efeito do Tshunt, nossos
passageiros poderão deleitar-se com nossa seleção de Sambas Tropicasher, que
encontrarão ao lado dos sacos de vômito, usando vossos fones de ouvido. Os que
não trouxeram fones de casa marcaram bobeira, porque todos os fones foram
bafados no último grupo de Tapuz que viajou conosco para Israel. Façam uma boa
viagem e Todá rabá por voarem Tropicasher Airlines.
– Essa aeromeidale fala mais complicado que jogador de futebol.
– Não diga bobagem,
Crépale, obtemperou Glicão. Não é correto fazer comentários jocosos a respeito
de outrem. Vamos, abra o livrinho das lendas, estamos todos curiosos.
– Está bem, vou ler a
estória da Bronca de Leve. Estão todos prontos?
– Estamos!!!
Disseram todos em uníssono.
– Estão mesmo? Rebobinou Crépale.
– Estamos, pô!!! Lê logo, meu!!! Disseram novamente em
uníssono.
– Não vou ler até vocês se
acalmarem. Aqui na estorinha diz que a gente tem que dar uma bronca de leve nas
pessoas.
– Respirem fundo e contem
até cinco mil em Idish, sugeriu Zen Guezint, como possível antídoto para a
chatice cósmica de Crépale. Todos atenderam, pois queriam ouvir a estorinha.
Enquanto eles contam, aí vai ela para vocês:
Era uma vez um castelo no meio da floresta, onde vivia Bronca
de Leve...
Crepale e nossa turma de heróis estavam tão absortos na
estória de Bronca de Leve, que nem repararam na escala que o avião havia feito
no Tropicasher International Airport, para apanhar dois passageiros recém
casados.
– Vou reclamar desta bruxa malvada pro rabino, disse dona
Gerstrudel. Viram o que ela fez? Vendeu Strudel sem garantia de consumo! Deve
existir alguma coisa no Talmud sobre as pessoas que dão um produto nocivo ao público,
existindo algo de boa qualidade na praça e deste modo prejudicando quem o
vende.
– Sim, existe – disse Mago
Yabada. Se olhar na porção Shofetim da Torá, verá que ela alude inúmeras vezes
ao modo como devemos tratar o próximo, principalmente se conduzimos nossos
negócios de um modo descasher.
– Isso é que dá vender só
comida Ashkenazi, disse Rachamim Ben Devida. Se a rainha malvada tivesse
oferecido um Baklawa, não precisaria
envenená-lo, porque é tão doce e pesado, que após ingerir uns oito ou nove
deles, ela teria um saracutico daqueles e cairia desfalecida no solo por
algumas horas, dando tempo suficiente à rainha para fazer Teshuvá (arrepender-se)
ao ver uma cena tão comovente, oferecer uma água mineral com gás e sal de fruta
à pobre Bronca e pedir desculpas por ter se portado mal.
Para nossa sorte, hoje há uma celebração de Sheva Brachót a bordo (refeição em honra
a recém-casados) em honra ao casamento de Rebe Filho e Shleperela e o Tshunt
está indo embora rapidinho. Gostaria de aproveitar o ensejo para oferecer-lhes
uma bebida típicamente Tropicasher em honra aos noivos: batida de Borsht.
Experimentem e não esqueçam a brachá: Baruch
Atá Ado-nai, Elo-hênu Melech Haolam,
Shehacót nihiá bidevaró.
A batida de Borsht provocou um estrondoso Lechaim no avião e
nossos heróis se preparavam para sua última parada em busca da Mitsvá perdida.
Jony Guisheft lembrou-se de um episódio que havia
presenciado, quando foi ao Rio de Janeiro contratar um rabino para
supervisionar a praça de alimentos de uma réplica do Pão de Açúcar que
planejava erguer na Califórnia, dirigida ao público judaico: a Chalá de Açúcar!
Um complexo gastronômico Casher com um bondinho que leva ao topo de uma
montanha onde fica uma Sinagoga com vista para a Baía de Los Ingales. Como
estava preste a unir forças com Dona Gerstrudel para
... Atenção
senhores passageiros da Tropicasher Airlines, queiram por favor concluir vossas
estorinhas e apertar os cintos, pois dentro de instantes estaremos pousando no
Aeroporto Interieshival da China Meridional.
–
Veja, Mago Yabada, o avião está
pousando no meio da Grande Ieshivá da China. Que medão loco, seu! Não sei nada
sobre este país, sobre este povo, será que eles fazem Kidush com Saquê?
–
Nada disso Crépale, interviu Zen
Guezint. A China é um lugar de culturas diversas, além de muito diferentes da
nossa. O Kidush aqui é feito com vinho de arroz, seguido de iguarias orientais
como o Guefiltepato, ou pato recheado com batata, cenoura doce e passas.
–
Lá está a pista de pouso da
Ieshivá! Veja, ela tem forma de Chanuquiá!
KUNG TSHUNT E O ENCONTRO DA
MITSVÁ PERDIDA
Após desembarcarem, nossos
amigos foram recebidos pela comitiva do grande mestre das artes marciais, setembrais
e dezembrais, que vamos repetir várias vezes na estória até entenderem a
piadinha e logo ao receberam cuidados especiais, alimentação e descanso, foram
encaminhados ao escritório do grande Kung Tshunt.
– Entrem meus amigos, não recebo gente do ocidente desde a
Groice Expedição de Marco Polish. Marco Polish, após sua expedição à China,
descobriu acidentalmente, quando deixou cair as varetinhas de farinha de trigo
e ovo na sopa de galinha, que a sopa ficava menos gordurosa, mais fácil de
engolir e que adquiria mais sustança. Em homenagem à Província de Loc Shung,
onde fez a descoberta, deu a estas varetinhas o nome de Lockshun em Idish. Ele já
encontrou a linha da data para cumprir o Shabat, mas ainda resta encontrar uma
Mitsvá: a alegria.
Meu tatarazeide, o primeiro Kung Tshunt, havia perdido sua
alegria quando andava despreocupadamente pelas bordas do rio Syang Tsures, que
em mandaridish quer dizer “cante suas
desgraças”. Toda a sua alegria havia escoado rio abaixo e não havia meios de encontrá-la.
Depois de muito procurar, Kung Zeide finalmente chegou à conclusão que a
Alegria deve escoar sempre para dentro da nossa alma, onde sempre cresce
indefinidamente, se simplesmente decidimos que vamos viver com felicidade, sem
precisar buscá-la fora de nós. Embora uma fritada de manjubinha pescada na hora
à beira de uma cachoeira, acompanhada de uma cerva bem gelada também não seja
nada mal. Pode ser suco de laranja com acerola ao invés da cerva.
Crepale finalmente havia descoberto porque não queria fazer Bar-mitsvá... ele simplesmente se
recusava a cumprir Mitsvót sem alegria alguma e agora havia finalmente
descoberto o grande segredo da santidade: a Simchá
– alegria! Por isto não hesitou: foi imediatamente ao revendedor mais próximo
dos CDs “Tem Judeu na Samba”, aprendeu
de memória todas as canções, renovou seu estoque de musicas alegres em casa, um
Samba Chassídico para comemorar seu Bar-mitsvá e pediu na sua predica que todos
vivam suas vidas intensamente, fazendo tudo com alegria, pois a Tora diz:
"E te alegrarás
com todo o bem que o Eterno, teu Deus te tem dado”.
Deuteronômio 26:11
E
os sábios do Talmud acrescentaram:
"É uma mitsvá viver sempre
com alegria".
E assim termina a saga de Moishe e Yankel na Ieshivá do grande
Kung Tshunt. Uma estória que, mesmo sem pé, nem cabeça, tem muito coração.
Glossário de termos
judaicos e paralelos:
Achnassát
Calá = Tudo o que se relaciona a angariar fundos para casar uma moça pobre.
Ayn Hará = mal
olhado; o Talmud avisa que um bom Shiduch para dar certo tem de ser discreto.
Beit Din = Tribunal rabínico composto de três Juízes.
Daven
= Rezar, em Idish.
Gabai
= Funcionário da Sinagoga ou da Comunidade responsável pela arrecadação e
administração de Fundos
Guelt
= Dinheiro em Idish.
Idish
= Idioma judeo-europeu que mescla hebraico, dialetos regionais e alemão
medieval. Sinônimo de Judeu ou Judaico, na gíria dos judeus brasileiros.
Ieshivá
= Seminário rabinico ou local onde se estuda Torá de maneira dirigida.
Lashon Hará = fofoca
- assunto totalmente proibido pela Torá.
Chutspá = cara-de-pau.
Midot = valores, modos, caráter.
Chupá = toldo erguido sobre os noivos durante a cerimonia de casamento judaica.
simbolizando um novo lar está sendo erguido no povo de Israel.
Maguen
David = Escudo de David, ou estrela de seis pontas.
Messirút Nefesh =
auto-anulação em prol do próximo e de Hashem.
Rebetzin = esposa do rabino em Idish - em hebraico é Rabanit.
Shamash = ajudante do rabino.
Mezuzá = Pergaminho sagrado que os judeus colocamos no umbral das portas.
Nigun
= melodia entoada numa reza, estudo de Torá, na mesa do Shabat etc.
Parnassá
= Sustento.
Shamash
= Assistente de rabino e/ou da Sinagoga.
Shiduch =
Apresentação de moca a moco solteiro, com fins matrimoniais.
Talmud = Compendio rabínico transmitido oralmente com instruções para
cumprir os mandamentos da Tora e resolução de duvidas a respeito.
Cohen = Sacerdotes responsáveis pelo trabalho no Templo em Jerusalém.
Kuguel = Bolo Idish de batata ou macarrão. Tem doce e salgado.
Chrein = Erva amarga com beterraba, geralmente se come em Pessach.
Basement = Lugar nos EUA e Canada onde moram os imigrantes.
Shleper = Mal vestido(a), maltrapilho(a).
Ishuv = Povoado Judaico, Comunidade Judaica.
Kotel = Muro das Lamentações em Jerusalém, resquício do Templo Sagrado.
Cabalat Shabat = Oração e Ceia na entrada do Shabat, Sexta à noite.
Kidush = Santificação do Sábado com vinho, seguido de rango.
Seudá Shlishit = A Terceira refeição do Shabat, antes do seu termino.
Melave Malca = Rango tradicional pós-Shabat tipo saideira. Segundo o Talmud
também em homenagem ao Rei David, que faleceu ao sair o Shabat.
Bli neder = em hebraico significa "sem jurar". A Tora proíbe fazer
juramentos.
Shil = Sinagoga em Idish.
Mishpúche = Família em pronuncia Idish. Em hebraico se pronuncia Mishpachá.
Teshuvá = Reconhecer um erro, contá-lo em privado a D-us e procurar repará-lo.
Eshet Chayil = mulher de valor.
Bat-mitsvá = celebra-se a maioridade religiosa das moças judias com 12 anos.
Minchá = oração dita após o meio-dia e antes de anoitecer.
Mein kind = minha criança, em Idish.
Tshulent = feijoada judaica comida aos sábados, fica esquentando a noite toda.
Bashert = o/a destinado/a, a alma-gêmea.
Slichá = com licença, perdão, em hebraico.
Todá rabá = muito obrigado.
Tefilá = oração.
Be Ezrat Hashem = com a ajuda de D-us - é o B"H no alto
de cada página.
Datiá = religiosa.
Amud = coluna - aquele púlpito onde a pessoa coloca o livro e começa a rezar.
Tefilá Arvit = oração dita depois de escurecer - foi instituída por Yaacov
Avinu.
Drashá = prédica.
Shaliach Tsibur = enviado para rezar em nome de toda a congregação.
Nusach = estilo ou versão das orações judaicas.
Shiduch
= encontro entre moça e moço solteiro com finalidade matrimonial.
Tefilin
= Se você é judeu, tem mais de 13 anos e não sabe o que é, pergunte ao rabino
na sua Sinagoga mais próxima. aproveite e peça para colocar.