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| Lendas do Folclore Tropicasher |
| BRONCA DE LEVE E OS SETE ANAVÕES (Glossário no final da estória) |
Era uma vez um castelo no meio da floresta, onde vivia Bronca de Leve...
Seu nome era Avigail, mas era chamada de Bronca de Leve por ser doce e amável com as pessoas, jamais chamando-lhes a atenção, porque havia aprendido num livro esotérico que recebera pelo correio que jamais devemos admoestar alguém, a não ser amigavelmente. Por isso, quando queria chamar a atenção de um amigo/a por alguma burrada cometida, ela dava uma bronca de leve, que a pessoa nem sentia e acabava agradecendo-a pelo conselho.
O Livro que Bronca de Leve havia recebido pelo correio era a "A Lei de Moisés", também conhecido mundialmente por Torá. Havia muito ela queria incrementar sua espiritualidade, por isso assinava tudo que é edição de livros Judaicos.
Mas no castelo também vivia Vashti Danámeu, a terrível Rainha que tinha tanta inveja da sabedoria e do bom caráter de Bronca de Leve, que lhe confinava na cozinha do palácio, fazendo-a preparar pratos hiper-complicados para o Rei, tais como arroz-doce e canjica. Com canela. Muita canela.
Desta maneira, nem o rei nem o príncipe tinham a oportunidade de embevecer-se com o charme, a ternura e o calor espiritual de Bronca de Leve.
Um dia, Bronca de Leve ficou tão saturada dessa situação toda, que resolveu fugir do palácio. Para ter sucesso na fuga, colocou um poderoso laxante no arroz doce do rei e tacou altas quantidades de canela no preparado, porquê sabia que a rainha era vidrada em canela.
Deu certo.
A rainha corria com tanta agilidade ao banheiro que deixou cair o molho de chaves da porta da cozinha. Branca de Leve passou a mão nos seus farrapos e se mandou, floresta a fora, não sem antes fazer a sua Tfilat HaDerech, a Oração do Caminho, encontrada em qualquer Sidur, geralmente depois da Benção sobre os Alimentos.
Segundo a Halachá (Lei Judaica), uma pessoa deve fazer a Tfilat HaDeréch após sair da cidade, mas também pode fazê-la em casa, após uma refeição.
A floresta parecia oferecer a Bronca de Leve uma gama variada de perigos, mas ela nada temia porque tinha fé em HaShem e sabia que tudo era para o bem. Gam zu Letová, isto também é para o bem, dizia Bronca de Leve, quando algo ruim lhe acontecia.
Após caminhar horas sem parar, Bronca de Leve finalmente se depara com uma casa cheia de cômodos, mas de baixa estatura.
- Devem estar fazendo um filme aqui. Eles usam esse tipo de cenário em Hollywood, filosofou Bronca de Leve.
Entretanto, ao aproximar-se da casa, as dúvidas de Bronca de Leve dissiparam-se, ao notar Sete Mezuzot enfileiradas na diagonal ao lado direito da entrada da casa.
- Uau! Sete Mezuzot! Aqui deve viver um Rabino Cabalista, meu! E deve ser um Rabino Ashkenazy, porquê se fosse Sefaradi as mezuzot estariam "em pé" e não na diagonal!
Mas seus parcos conhecimentos de Halachá a ludibriaram. Uma mezuzá já é suficiente por porta, desde que seja casher. Se houverem sete aposentos na casa, aí sim, serão necessárias sete mezuzot, uma para cada aposento, excluindo os banheiros.
Bronca de Leve se sentiu confiante em entrar na casa, por ter lido uma placa na porta com os dizeres: "Todo aquele que precisar, que entre e coma". Já havia lido algo assim na Hagadá de Pessach para Leigos, que recebera por e-mail. Por isso, entrou na casa sem cerimônia e foi logo se servindo do panelão de Tchulent que sobrara do ultimo Shabat. O Tchulent e a versão Judaica da Feijoada. Sefaradi chama isso de Dafina.
- E sete pias!!! Puxa, esse rabino deve ser ultra-casher! Deixa ver uma pia para carne, outra para leite, outra para carne em Pessach, outra para leite em Pessach, outra para Parve, mas para quê servirão as outras pias? Deve ser alguma chumrá que ainda não conheço. (Uma chumrá é uma rigorosidade no cumprimento de uma mitsvá).
Após saciar sua fome e terminar de dizer a Bircat HaMazon (reza dos alimentos), Bronca de Leve se sentiu tão chumbada que decidiu tirar uma pestana ali mesmo, e se arrastou para o andar de cima da casa, procurando por uma cama.
Qual não foi sua surpresa ao ver que no dormitório haviam sete camas!
- Acho que tenho certeza que aqui vive um mestre cabalista Ja sei! Deve ser uma cama para cada dia da semana, assim ele lê um parte da Torá a cada dia e no Shabat se entrega a descobrir os segredos ocultos dos mistérios do desconhecido!
Bronca de Leve ficou ainda mais impressionada quando notou que havia um nome diferente escrito na cabeceira de cada cama: Rebe, Simcha, Broiguez, Shlufn, Tsuguezint, Bubale e Dunguer. Seus conhecimentos de Hebraico e Idish lhe decifraram os seis primeiros nomes, mas não conseguia achar um significado para Dunguer. Mais tarde, esse mistério ser-lhe-ia revelado com categoria.
Bronca de Leve já dormia a várias horas, quando não longe dali, sete sábios estudavam Torá, Talmud, Midrash, Halachá, Hagadá, Chassidut e Cabalá dentro de uma caverna, onde havia abundância de ouro e pedras preciosas, que brotavam do subsolo cada vez que eles descobriam um novo significado para uma passagem desconhecida da Torá ou quando finalmente chegavam a um acordo sobre alguma decisão Haláchica (como preceder em relação ao cumprimento de uma lei da Torá).
Estes sábios eram mundialmente conhecidos como "Os Sete Anavões", por causa de sua extrema humildade. Anav quer dizer "humilde" em Hebraico. A Torá diz que Moshe Rabeinu era o mais Anav entre todos os homens. Anavá (humildade) é uma virtude fundamental para se aprender e poder transmitir os segredos da Torá.
Por isso a casa deles era baixinha. Por causa de sua Anavá.
Mensageiros vinham do todo o mundo judaico com perguntas quase irrespondíveis dirigidas aos Sete Anavões, porquê se sabia que se eles conseguissem chegar a uma conclusão conjunta como resultado de sua Anavá, então tinham a resposta certa.
Entretanto, nossos sete sábios tinham um problema quase diário: Todos os dias, as cinco horas da tarde, no relógio, um dos Sete Anavões saía à porta da caverna e gritava: - Minchá!!
Minchá é a Tefilá (oração) vespertina, dita antes do pôr-do-sol.
Capitulo II
No capitulo anterior, encontramos os Sete Anavões enrolados para conseguir mais três caras para completar Minian...
Apesar da Torá não obrigar a pessoa a ir na Sinagoga, podendo rezar em casa, no escritório, no metro, durante o jogo, durante a novela, é primordial que o judeu procure um "minian" (quorum de 10 judeus com mais de 13 anos), para rezar.
Existem vários motivos para isso, mas o principal é que dez pessoas (ou mais) já são considerados por HaShem como uma comunidade, com direitos especiais.
A "tefilá" (reza) de um grupo de 10 leigos vale mais do que a reza de 9 sábios.
Só se pode dizer o Kadish e ler no Sefer Torá quando se tem um minian.
Naquele dia foi Dunguer quem saira a porta da caverna para chamar gente para o minian, o que tornava as coisas mais dificeis, porque Dunguer não falava.
Não era mudo, mas fazia diariamente taanit dibur, o jejum de palavras, só abrindo a boca para pronunciar as brachót nescessarias. Taanit dibur e um otimo utensilio sagrado no Judaísmo para eliminar pecados, principalmente os cometidos pela boca.
Dunguer queria assim atingir um nivel de perfeição espiritual muito elevado, porque sonhava chegar à final da Kop do Mundo e erguer o Canekosher, uma taça de prata enorme usada para fazer Kidush.
A Kop do Mundo era chamada assim porque kop em Idish significa cabeça, mas também quer dizer "inteligencia ou perspicácia".
A Kop do Mundo era uma competição de sabedoria Judaica realizada no Estadio do Pacasherembu e transmitida por profecia a todos os rabinos do mundo.
Na Kop do Mundo, o objetivo era o G.O.L. : Groice Oportunidade de Limud. (Limud=estudo).
Dela participavam os maiores "craques" no conhecimento da Torá.
Dunguer era fã de Rabi Akiva, maior autoridade do Talmud, filho de um Guer Tsédek (converso segundo a Lei Judaica, ou halachá). Por isso, apesar do seu nome verdadeiro ser Hershale Dunguerman, as pessoas pensavam que ele fosse filho de um Gue, daí o "Dunguer". Fica aqui nossa homenagem aos Guerim, que com sacrifício e auto-anulação encararam as 613 mitsvót da Torá e tornaram-se judeus.
***
Enquanto isso, a Rainha Vashti Danámeu, estourava de raiva no banheiro do palacio, porque além de já ter terminado o papel higiênico, não admitia ter sido enganada por Bronca de Leve, que colocara 2 litros de laxante no seu arroz doce. Com canela.
Vashti Danámeu resolve se vingar e virando para o seu Espelho Mágico, o pergunta:
- Espelho, espelho meu, diga que sou a mais sheyne ou vai te dar meu!
- Dona Vashti, a senhora voltar a frequentar o famoso Spa Radrapo, porque Bronca de Leve, além de mais tsnuá (recatada), ainda é a mais sheyne...
- Aonde está Bronca de Leve?
- Está na casa dos Sete Anavões.
- Vash ti danar, meu! - bradou a Rainha, atirando um tamanco no Espelho Mágico e lascando mais um pedaço da moldura. A Rainha era de Trás-os-Montes,daí o sotaque.
EPILOGO E FINAL DA ESTÓRIA
O Espelho Mágico já estava por aqui da grossura de Vashti...
.... e fez o que pôde para segurá-la no castelo para dar tempo de Bronca de Leve se encontrar com o príncipe, o que finalmente o libertaria de dentro daquele espelho. No dia que o príncipe se casasse, o encanto se desencantaria e o Espelho poderia finalmente viajar para Israel, seu sonho dourado.
Então começou a perguntar charadas Tropicasher para a Rainha, que, orgulhosa que era, não sairia dali sem esnobar o Espelho.
Rainha, quantos rabinos precisa para trocar uma lâmpada?
Dois, um para segurar a escada e outro para trocar a lâmpada. Os rabinos são gente sábia e prática, retrucou a soberana.
Errou! Não precisa de nenhum. Se o rabino for "fera" mesmo, vai ter tanta luz no quarto que ninguém vai notar se a luz pifar. Assim era com o grande Rabi Yonatan Ben Uziel: o Talmud conta que quando ele estudava Torá, se uma ave passasse voando na frente dele, virava um frango assado, tamanha a luz que o Rabino irradiava.
Vash ti danar, meu! foguejou a rainha, tacando-lhe um cinzeiro de acrílico enorme que tinha roubado dum hotel durante um Shabatão.
Se o Espelho não desvia, adeus férias em Israel. Mas o cinzeiro acabou quicando na parede e voltou voando que nem um bumerangue em direção à Rainha, que saiu correndo pela porta dos fundos e aproveitou a deixa para ir ao encalço de Bronca de Leve.
Enquanto isso, Dunguer vagueava pela floresta procurando mais 3 caras para completar minian. Achou um. Era o lenhador, cuja parnassá era vender bancos de madeira feitos na hora para as sinagogas do reino.
É o banco, é o banquinho, é o bancão Fresquinho, cortado na hora! Quem vai querer? anunciava o lenhador, enquanto empurrava o carrinho com seu machado e ferramentas.
Vai um banco aí, doutor? perguntou a Dunguer.
Hmmm, gmmn, munhunhunnn sinalizava Dunguer, mostrando um "oito" com os dedos e apontando para ele, dizendo que precisava dele para completar minian. Dunguer só falaria se dissesse brachót ou psukim versículos da Torá, Talmud, Salmos, etc.), porque estava fazendo jejum de palavras (Taanit dibur).
Quer oito bancos? De que tamanho? Pode ser de Jacarandá? De Cerejeira acabou.
Gmuunhunhunn, hummmtnuun! repetiu Dunguer fazendo com os dedos um "dois", apontando para ele e fazendo com as mãos como quem está rezando, como que dizendo que com o lenhador no minian, só precisava de mais dois.
Quer dois bancos para a sinagoga e seis para a tua casa? No problem.
Sem mais remédio, Dunguer viu que teria de falar, então apelou para a brachá do pão, que possui dez palavras: "Baruch Atá Ado-nai, Elo-heinu Melech HaOlam, haMotsi " (até aqui dá 7) e apontando para o lenhador disse "Lechem "
Está com fome? Por que não falou antes? Ainda tenho um sanduíche de salmão que sobrou de um "bris" que eu fui hoje de manhã. Toma, pode comer.
Dunguer ficou sem ação. Mesmo para um Anavão, era muito pra cabeça.
A salvação veio milagrosamente do meio das árvores. Duas figuras se aproximaram da nossa dupla e completaram a brachá em uníssono
Min haAretz!!!
Sua Alteza!!! Seu Príncipe!! Que honra, suas majestades virem lanchar com a gente na floresta!
Dunguer se deu conta rapidamente do vexame que o lenhador estava dando, e logo se apressou em dizer a brachá que se faz quando se vê um Monarca não judeu: Baruch Atá Ado-nai, Elo-heinu Melech HaOlam, Asher Chalak meKvodo lebassar vadam.
O rei e o príncipe estavam à procura de Bronca de Leve porque não agüentavam mais comer sanduíche de caviar. Desde que Bronca de Leve se fora, ninguém mais no palácio sabia preparar arroz doce e canjica. Com canela.
As duas vozes que completaram a brachá do pão foram se aproximando lentamente
do grupo. Quando estes chegaram perto, Dunguer exclamou: "Rabi Nachman de Breslav! E Rabi Natan de Breslav! Baruch Atá (existe uma benção para dizer quando a gente vê um sabio).
Não pronuncie uma bênção em vão, meu bom homem, disse o rabino. Sou um chassid de Breslav, mas não sou o Rebe . Estamos em 5759, lembra?
Dunguer estava confuso. Sabia que os chassidim de Breslav tinham o costume de rezar na floresta para estarem bem perto da natureza e sentirem a presença Divina no esplendor da Criação, como ensinou Rabi Nachman. Mas por um momento teve a sensação de ter visto o Rebe e seu famoso discípulo em pessoalmente. De qualquer modo, estava supercontente de ter achado mais três yehudim para completar o minian.
A reza terá de esperar, Dunguer. Temos de achar Bronca de Leve. Ela corre perigo. Vimos a Rainha sair do castelo vestida de yenta e com uma cestinha de shtrudel de maçã nas mãos. Estamos desconfiados de algo, porque a Rainha odeia shtrudel e os usa como veneno de rato.
O Rei sabia que aquele chassid tinha razão, por isso ordenou à sua tropa de elite acompanhar a turma e rumaram todos para a casa dos Sete Anavões.
Os seis Anavões que sobraram na caverna também ficaram com a pulga atrás da orelha por Dunguer estar demorando tanto e resolveram sair para procurá-lo.
Vashti Danámeu chegou à casa dos Sete Anavões antes de todo mundo e tocou a campainha. Bronca de Leve perguntou o que era pelo Intercom e disse que não estava interessada em comprar nem escova de cabelo e nem aspirador de pó.
Isso só existe em filme americano da década de sessenta - disse a Rainha cinicamente. Estou lhe oferecendo grátis 2 passagens para Miami na compra de apenas uma cestinha de shtrudel!!
Pode pagar no cartão? respondeu Bronca.
Pode. Se quiser dar 3 pré-datados também aceitamos. E não precisa ser cheque especial.
Bronca de Leve aproveitou a boca e abriu a porta para a Rainha. Pagou com o cartão e ficou com a cestinha e as passagens. Mas não comeu o shtrudel porque desconfiou de algo
Você é a rainha malvada!!! Te peguei!! Você aceitou meu cartão de crédito sem olhar a data de expiração! Esse cartão já venceu há cinco anos atrás e só o uso para espalhar a canela no arroz doce por igual!
Vash ti danar minha!! Vou te transformar num cliente de banco com crédito estourado! disse a Rainha, e imediatamente puxou seu lap-top, ligou na Internet e jogou o nome de Bronca de Leve no SPC, além de mandar uma mala direta para sua lista dizendo que Bronca era caloteira.
Não vai funcionar, Vashti. E serás julgada por difamação e calúnia - disse o Ministro da Justiça, que procurava pelo Rei para que aprovasse uma emenda na Lei de Proteção ao Crédito do Reino, que removesse da Rainha o direito de caluniar qualquer cidadão do reino quando bem lhe aprouvesse além de confiscar-lhe o lap-top e cortar a sua conta na internet.
O Rei assinou a lei ali mesmo e disse à Rainha que dessa hora em diante ela seria "promovida" a cozinheira oficial do reino, e ai dela se falhasse na canjica. Dito isso, virou as costas e voltou ao palácio acompanhado pelo príncipe, que olhava Bronca de Leve sem parar. Mas o Rei puxou-o pela manga, dizendo que lhe apresentaria para uma moça cujo pai era dono de uma cadeia de docerias, daí eles poderiam comer canjica e um arroz-doce à vontade.
Bronca de Leve, Dunguer e os dois chassidim de Breslav não cabiam dentro de si e dançavam de alegria. Foi quando chegaram os outros seis Anavões.
Vus está acontecendo can? - disse Rebe.
Alguém colocou a tampa do tchulent, que contém carne, na pia reservada para leite - relatou Broiguez.
Que beleza! Já temos minian, vamos celebrar festejou Simcha.
É bom a gente rezar Mincha logo porque estou com sono bocejou Shlufn.
Atchim!! Esse rapé é bom, mas não se compara com àquele que distribuem na Sinagoga em Yom Kipur espirrou Tsuguezint.
Mas nada se compara às flores de Eretz Israel na primavera suspirou Bubale.
À propósito, por que vocês tem sete mezuzot na porta? perguntou Bronca de Leve.
O que você está vendo são sete nartikim (caixinhas), grudadas uma na outra. Dentro delas está um klaf (pergaminho) enorme, que nem aquele da Sinagoga de Moema. A palavra mezuzá caiu no uso popular designando o nartik com o klaf dentro, mas na verdade, a palavra mezuzá em hebraico quer dizer "batente da porta", responderam juntos, porque eram muito unidos.
Com esse papo todo, o sol já estava quase se pondo. Mais um pouquinho escurecia e todos iam perder a reza da Mincha. Foi quando o lenhador se apressou e disse: Pessoal, me desculpem mas tenho de ir para um Shil perto daqui terminar uns bancos.
UM SHIL??!! disseram os outros nove. Temos de rezar Mincha.
Então vamos embora que eu mostro onde é, cambada.
Vamos lá pessoal, todo o mundo fazendo fila atrás do lenhador!
E eu preparo arroz-doce com canela para vocês comerem na volta.
E assim, saíram todos atrás do lenhador, rumo ao Shil, cantando alegremente:
"Eu vou, eu vou, pro Shil agora eu vou, para-ra tchim bum, para-ra tchim bum eu vou, eu vou eu vou, eu vou eu vou, pro Shil agora eu vou "
Essa estória é uma homenagem aos escritores de contos infantis,que deixaram imagens positivas do mundo na minha infância e me encorajaram e procurar valores belos e positivos.
Paulinho Rosenbaum