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Parashá da semana: BALAK
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 BALAK, O REI DE ARAK

Qual é o pior castigo que se pode dar a uma pessoa que comete uma ruindade?

- Fazer ela assistir um gol-contra do time dela por toda a eternidade!

- Quase, afável leitor, quase. O pior castigo que se pode dar a uma pessoa que faz uma maldade é fazê-la ver que seu ato acabou se transformando num ato de benevolência para a pessoa que ela quis prejudicar.

Na verdade, é fazer ela cometer o gol-contra que você mencionou acima.

E foi isso que aconteceu com Bilam, macumbeiro de plantão, enviado de Balak, rei de araque, para amaldiçoar o povo de Israel, que tinha muitas bençãos do Céu.

No finzinho do finzinho da reza matutina de Shacharit, lemos no Sidur, os Treze Princípios da Fé Judaica, conforme foram compilados pelo Rambam, o nosso Maimônides.

Rambam cita no seu décimo primeiro princípio que: "Acredito piamente que Hashem recompensa aqueles que cumprem a sua palavra e castiga os que não a cumprem".

Agora vejam só como Hashem é simples e sofisticado ao mesmo tempo:

Bilam foi dotado de dotes proféticos, como Moshé rabeinu. Podia até saber que horas do dia Hashem se zangaria, para poder praguejar contra uma pessoa ou grupo e enviá-los para o beleléu, com a ajuda de uma praga do Céu. Mas ao contrário de Moshé, usava seus dotes somente para seu próprio benefício.

Um dia, Balak, o rei do bagaço, viu que o povo de Israel, que deixara o Egito com uma Divina baita mão na roda , havia derrotado todos os seus inimigos, que para variar nos atacavam sem motivo, mesmo depois de ver que Hashem está do nosso lado e de Moisés oferecer paz.

Por isso, decidiu entrar para o rol dos energúmenos anti-semitas do Século XXV,* chamando Bilam para fazer uma macumbalak contra os Judeus, sob forma de praga abençoativa.

Hashem tentou persuadir Bilam a deixar passar batido, vindo-lhe em sonho e explicando que o povo Judeu é uma Nação abençoada e que seu despacho não ia adiantar nada.

Bilam disse a Hashem que na verdade só queria dar mais uma bracházinha para os judeus.

Hashem respondeu a Bilam que só poderia nos abençoar e até fez a jegue de Bilam falar, para alertá-lo de que somente bençãos sairiam de sua boca quando falasse da Nação Santa.

Bilam não se aguentou dentro das calças, bateu na jegue e saiu pirado  por aí praguejar contra Israel.

Mas fez 3 gols-contra animais, e cada vez que abriu a boca, ao invés de nos praguejar, nos abençoou.

No final da história, Balak, o rei que quis dar uma de Mandraque, deu sumiço em Bilam.

E até hoje, em todos os Sidurim do mundo, os judeus abrem a reza com a "maldição" de Bilam que acabou virando benção: "Como são boas as tuas tendas Yaacov e a tuas moradas Israel". Alusão ao recato dos lares judaicos e à luz que emana das casas de estudo da Torá.

Assim será com os Balaks e Bilams de plantão, que hoje se fazem representar por reis árabes e Arafat, que inventou um povo, sómente para azucrinar a D-us e o ao mundo (literalmente).

Quantas minorias deixam de ter suas causas examinadas na ONU, somente porque os Balaks e Bilams de hoje mobilizam o mundo todo para tentar roer a Casa de Israel a todo momento?

Assim como aqueles que lhes serviram de modêlo, os atuais o fazem pelo mesmo motivo:

Para cutucar Hashem. Mas vão acabar cutucando o Mashiach com vara curta.

E a praga rogada pelos palestinos ainda vai virar uma benção nos nossos destinos.

Está cada vez mais perto.

Ôba!

Shabat Shalom,

Paulinho Rosenbaum

*O povo Judeu ficou no deserto do Sinai entre 2448 e 2488, portanto durante o Século XXV da Criação

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