ROBIN IDISH
Capítulo 1 - A ameaça do Sherife
de Nothinghelt
O silêncio
imperava na Floresta de Shilwood.
Shilwood tinha este nome em honra ao sogro de Robin Idish, que tinha uma
marcenaria, onde cortava as árvores da floresta de modo a garantir o seu replantio
e com o que sobrava da madeira, construía púlpitos e arcas da Aliança para
Sinagogas (daí o nome de Shilwood). Ele não fabricava
bancos para os Shils pois
isto já estava sendo feito pelo lenhador da estória da Bronca de Leve e o Talmud exige competição leal no comércio.
O bando de Robin Idish espreitava por entre
as folhagens do outono, para ver se passava mais uma tropa do ignóbil Sherife de Nothinguelt, em busca
de mais coitados para confiscar-lhes o seu último dinheiro.
A Inglaterra passava por uma período de absoluta
escuridão, pois o Reuven Coração de Galinha partira numa
Maguendavizada rumo a Jerusalém, em busca de divisas
para a sua Yeshiva
Real. As Maguendavizadas tinham por objetivo colocar
em contato as comunidades judaicas da Europa com as de Israel para fins sociais,
religiosos e fiduciários, principalmente quando se tratava de salvar uma casa
de estudos de Torá da extinção, por falta de verbas.
Nossos sábios dizem: "Se não há farinha, não há Torá
e sem Torá, não há farinha". Isto significa que
precisamos do comercio para podermos estudar Torá –
mas se não for para estudar Torá, de que serve então
o dinheiro? Comprar farinha?
Reuven Coração de Galinha tinha esta alcunha por causa de uma
iguaria que gostava de apreciar nas noites de Rosh Hashaná. É tradição judaica comer em Rosh
Hashaná pratos que tragam algum sinal positivo para o
ano vindouro. Reuven acreditava que um coração de
galinha simbolizava menos ambição e mais bondade.
Voltemos à
Floresta de Shilwood: os aldeões estavam apreensivos,
principalmente porque o ano era um ano Sabático em
Israel, o que acarretava com que todas as dividas
fossem automaticamente canceladas, a menos que se escrevesse um documento
especial chamado Pruzbúl, que autorizava um Beit Din (Tribunal rabínico) a cobrar dividas. Mas o Sherife de Nothinguelt era tão
sórdido que confiscara todos os Pruzbúl do reino. Com
este ato covarde deixaria na pendura todas as dividas
que contraíra com os aldeões. Somente Reuven Coração
de Galinha poderia constituir um Beit Din na sua volta de Jerusalém para poder cobrar estas
dividas. Mas o tempo passava e necas dele voltar da
Cidade Santa. Agora os aldeões só poderiam contar com uma pessoa: o paladino da
justiça... Robiiiiiiiiin Idish!
Robin Idish pedia dinheiro aos
ricos para fazer caridade com os pobres e ainda dava nota fiscal abatível do I.R. Era um mestre na arte de angariar dinheiro
de quem tem de sobra para propiciar uma serie de Mitsvot
a quem lhes falta de sobra. Entre elas estava a de arrumar Parnassá (emprego) e Shiduch (casamento)
para quem não os tinha. Isto incluía desde pagar um curso profissionalizante a
um desempregado, até confeccionar um vestido da hora para uma noiva, além de
pagar-lhe as despesas da Hupá. A Torá
deposita na sociedade o privilégio destas obrigações sociais. Quanto mais gente ajudamos, mais Hashem nos
ajuda. E esta ajuda vem no momento exato, quando menos imaginamos.
Contudo, a única
pessoa de quem Robin Idish
jamais faturara um mango, era do Sherife de Nothinguelt. Cada vez que alguém aparecia pedindo-lhe um
dinheirinho de Tsedaca, lhe dizia: "- Nothing Guelt!"
(Nada dinheiro!). O Sherife era Polish,
por isto seu Inglês saía desse jeito, meio enviazado.
Mas Robin Idish jamais desistiria.
Além de fazer justiça, arrecadando do Sherife o
dinheiro que ele desviou das obras sociais, Robin
ainda tinha esperanças que o Reuven voltasse a tempo
para o Prozbul. Por isto bolou um plano: o Sherife ainda era solteiro, pois não queria que moça alguma
se beneficiasse de sua fortuna. Apesar das insistentes insistências dos rabinos e casamenteiras do reino, Mr.
Nothinguelt tratava a todos com desdém.
- Não vou cobrar
nada para lhe fazer um Shiduch, Sr.
Nothinguelt!! Por favor, dê-se uma chance de conhecer
uma mina idish de boa família que quero lhe
apresentar... quem sabe ela faz de ti um Tsadík, como
ensinam nossos sábios "Quem casar com uma Tsadéket, será um Tsadík" - esgoelava-se Dona Yentel
Efônica para tentar enfiar um pouco de sechel na cabeça
desta desmiolado. Dona Yentel Efonica
fechava casórios por telefone, em geral acertando na mosca, por isto achava que
seria bico desencalhar o Sherife de Nothinguelt.
- Não é a questão
do dinheiro, é que ronco muito à noite e tenho medo que a mulher fique tão
brava que saia correndo com todos os Pruzbul e desta
maneira eu perca a única mumunha deste reino para
poder ganhar umzinho por fora.
Dona Yentel não encontrava uma maneira de consolar o Sherife de Nothinguelt, mas aí já
estava uma boa pista para sua pão durice
desmedida... talvez um amor frustrado o tenha tornado
assim. Agora era mais do que nunca uma mitsvá
encontrar-lhe um Shiduch apropriado, pois assim todos
os arqueiros da floresta de Shilwood poderiam
finalmente dedicar-se ao estudo da Torá como faziam
antes.
Enquanto isto, em
Jerusalém, Reuven Coração de Galinha encontrava
dificuldades para levantar uma granosa para sua Ieshivá real:
- Abram em nome do Rei da Inglaterra!
- Não abrimos!!
- Abram! Vamos, abram!!!
- Não abrimos e
pronto!!!
- Se vocês não abrirem, abro eu!
- Não estamos nem
aí... pode abrir!
- Vou abrir, hein?
- Se você abrir,
vai ter que fechar depois!!!
- Não me importo com isso... é um... é dois... é trêêêêêêêêêês....
Tchpát! Consegui!!!
Aos olhos
atônitos dos habitantes da Velha Cidade, o Shamash (ajudante) do Rei Reuven conseguira abrir a tampa de um vidro enorme de
pepino em conserva no alho e salsinha, que a anos
desafiava mesmo os mais experimentados no assunto. O rei Reuven
não admitia comer coração de galinha sem um pepininho
azedo acompanhando, por isto era urgente que o Shamash
fizesse esta proeza em nome de seu Rei.
- Senhores, Sua
Majestade precisa levantar mil sacolas de ouro para Sua Ieshivá
Real - proclamou o Shamash.
- O que ele vai
fazer com tanto dinheiro? - perguntaram os Gabaim do famoso F. A R. O F. A (Fundo de Ajuda a Reis e Outros Famigerados
Anônimos)
- A situação
financeira da txurma em nosso reino anda molambenta por isto o rei deseja empregar o oitavo e mais
elevado princípio de Maimônides: gerar
empregos ou associar-se aos pobres, assim não se envergonharão pedindo
esmolas.
- Que tipo de
empregos o Rei quer gerar?
- Vamos montar
uma franchise
de verificação de Mezuzá e Tefilin.
Vai se chamar VERI-FAST e proporcionará
ao usuário serviços de verificação em rede, solidificando o cumprimento destas
importantes mitsvót na nossa sociedade, ao mesmo
tempo em que gera empregos.
- O que é
verificação em rede? perguntou Sir Isaac da
Lavanderia, curador do F. A. R. O. F. A .
- Para uma melhor
verificação, o verificador deposita-se numa rede, que vem a ser uma cama de
pano acoplada a dois galhos de árvore ou sustentáculos fixados à uma parede e isto permite um desempenho sem igual das
funções descansativas e dormitivas,
devido ao seu formato anatômico diferenciado.
- Puxa, estes
aparelhos devem ser caros, não é?
- E como são! Bem,
vamos cortar este papo porque o Rei precisa voltar a Londres. Fomos informados
pela mídia que o bando de Robin Idish
deseja tomar a cidade da Londres.
- Bando? Mas... Robin Idish não é o mocinho da
estória?
- Sim, mas a
mídia o apresenta como bandido, como faz com Israel. No final, a verdade
transparecerá e Robin Idish
será reconhecido como um paladino da Justiça.
- Israel também?
- Também.
Capítulo 2 - A Batalha de Waterlokshn' (o dinheiro que virou água)
Sir Isaac da
Lavanderia era um dos homens mais respeitados da Inglaterra. Como aos judeus
não eram dadas muita oportunidades para o sustento,
sobravam-lhes as atividades financeiras e o artesanato, fora as ligadas
diretamente com a fé Judaica, é claro. Sir Isaac, com seu aguçado tino
financeiro e senso de oportunidade, notou que os cavaleiros da Inglaterra
andavam com as armaduras meio encardidas, depois que voltarem dos duelos.
Decidiu então que
era hora do reino britânico ter sua primeira lavanderia de armaduras. Como era
um exímio limpador de panelas, aplicou a mesma técnica nas armaduras e o
sucesso veio de imediato. As armaduras ficavam tão limpas que isto chegou aos
ouvidos de Ivanhoérshale, um dos mais destemidos
cavaleiros idish de toda a Saxônia.
Ivanhoérshale ficou tão abismado com o polimento que o bom Isaac lhe
deu à sua armadura, que imediatamente sagrou-o "Sir" Isaac da
Lavanderia. "Sir" é panela em hebraico e deste momento em diante passou
a ser o título nobiliárquico de todos os limpadores da armadura do reino, que a exemplo de Sir Isaac, começaram sua carreira limpando
panelas. Em pouco tempo a fama de Sir Isaac da Lavanderia chegou à terra Santa e ele foi chamado a acompanhar o séquito de Reuben Coração de
Galinha em sua Maguendavizada.
Final - O retorno do Reuven
Coração de Galinha e sua sagração como Rosh Ieshivá Imperial
Sir Isaac da
Lavanderia e sua filha Margaruth corriam para
alcançar o navio que logo zarparia para a Inglaterra, pois estavam ansiosos por
conhecer o Shiduch
de Margaruth – Prince Daven McNigun.
McNigun estudava na Ieshivá da alta
Escócia, onde ganhava seu sustento como supervisor de Whisky casher, o que lhe garantia um bom soldo sem fazer nada,
pois todo Whisky é casher, assim como todas as
bebidas alcoólicas que não contenham uva ou seus derivados. Isto lhe dava tempo
de sobra para decifrar palavras cruzadas em Idish, o
que não agradava Sir Isaac da Lavanderia, pois para ele o sustento deve ser
sempre ganho com labor. Porém, sabia que este emprego lhe havia sido arranjado
para que estivesse sempre disponível para completar um Minián, algo difícil de se
conseguir na alta Escócia.
Além do mais, Prince MacNigun alegrava o
ambiente da Ieshivá com seus Nigunim acompanhados de gaita de
fole, que não sabia tocar, mas segurava com uma panca que não tem nem tamanho.
Por isto
pediram-lhe que fosse a Londres tocar na festa de receptura
do rei Reuven Coração de Galinha, que voltava de
Jerusalém com dez sacolas de ouro para sua Ieshivá
real, além do plano de abrir uma franquia para verificação rápida de Mezuzót e Tefilín, o Veri-fast, o que proporcionaria um baldão
de parnassá para todos os pobres do reino. O séquito do rei Reuven aportou ao
som de um samba escocês composto por McNigun para
aquele momento histórico:
Pobreezaaaaa... fióóóón.. por favor vai embooraaaaaa... fióóóón..
É o meu bolso que choooraaa,
... fióóóón.. de esmolar sem ter fiiiiiim
Fez da minha sucá a tua moradia.. fióóóón..
já é demais a shnorerai ...
Quero morar num palacete em Naharia... ... fióóóón.. e pilotar um Jaguar.
Lalaiaia, laiaiaiaiaiaia, ... fióóóón..
oioioioi, oi oi oi... fióóóón..
Oioioioi, oi oi oi... fióóóón... Ich vil abissale guelt! ... fióóóón..
O som da gaita de
fole, com fundo de pandeiro e a-gô-gô fizeram o rei e
seu séguito derramar lágrimas de nishguit. Como prêmio, McNigun recebeu 5000 moedas de ouro para produzir um CD de
samba escocês judaico, o primeiro do gênero, o mais longe possível da Escócia.
Foi quando o Sherife de Notinguelt
entrou no recinto, assolando a todos, bradando com seu sotaque anglo-polish:
– Notinguelt para Ieshive de Reuven Coraçõ de Galinho! Paguem
tesouro real com toda dinheiro que recadaram
em Israel, caso contrário, io num devolve ieshte Pruzbul confishcada legalmente de meu incontestável autoridade e
todos ficaram pendurados umas nas outros, causando reboliça comunitário
imperdoável e perene. (Se o afável leitor não lembra mais o que é Prozbul, é só voltar ao início desta Lenda, perguntar o que
é ao teu rabino, ou prestar mais atenção na estória).
Dito isto, o Sherife de Nothinguelt sacou de sua
alfarroba real, um xerox medieval, de todos os Prozbul do reino. O xerox era feito de casca de carvalho
das fazendas do Duque de Copyright, daí sua inegável autenticidade. Todos
ficaram estarrecidos. Além de jamais terem visto um xerox, a cara de peroba do Sherife de Nothinguelt era digna
de um prêmio Esnobel, comenda dada pelos antigos Vikings para gente esnobe. Todos menos um. Sir Isaac da
Lavanderia olhava com um certo ar de desdém para a galhofice
do Shefife de Nothinguelt.
Algo lhe parecia errado aqui, porque o ano sabático
só era celebrado de sete em sete anos e o último foi celebrado em Israel dois
anos antes, quando o próprio Sir Isaac estava em Jerusalém oferecendo seus
serviços de limpeza de tinteiros de cobre usados pelos escribas para os Prozbul.
O rei Reuven estava ocupado demais com os pobres da Alta Saxônia
que tinha Baixa Parnusse, para saber em que ano
estavam. Além disso, os demais judeus da Inglaterra há tempos usavam o mesmo
calendário ganho de grátis do KKL e por isto confundiam todas as festas
judaicas. Uma vez celebraram Sucót em plena Chanucá e ninguém conseguia chegar um Etrog
à frente do nariz por causa do forte Fog que cobria todo o Reino Unido. Era
chegada a hora de devolver a tradição do calendário judaico para aqueles irmãos
desnorteados e ao mesmo tempo, passar uma rasteira inesquecível no Sherife de Nothinguelt. Para que
tivesse êxito, Sir Isaac da Lavanderia precisaria da ajuda de Robin Idish, pois só ele faria o
coração do Sherife de Nothinghelt
amolecer. Então, como que caindo do céu, Robin Idish adentrou pela janela do castelo, pendurado naquela
cordinha que os caras usam nos filmes de Robin Idish, e que deve estar
mesmo presa no céu, pois nunca está presa em lugar algum, como no desenho de El Kabong.
– Nothinguelt, seus dias de unha-de-fome estão contados! Além
de não estarmos num ano sabático e de todas as
dívidas dos aldeões terem sido perdoadas pelo Beit Din do rei Reuven Coração de
Galinha, foi decretado que toda a bufunfa em vosso
poder deve ser doada para um fundo de Achnassát Calá (auxílio a noivas).
Neste mesmo
momento, Margaruth, filha de Sir Isaac, entrava formosamente no Hall central do castelo, deixando todos
assombrados com seu novo
corte de cabelo, curto e arredondado, com uma enorme franja.
– Hello, my people, what are you looking to? Oh.... it's
my hairdress! Don't be so chocked, it's the newest fashion among the Jewish
girls in the Ishuv of Liverpool, where a new Bar-mitsvá Band is getting
everybody mishigne with their new song: "She loves you, Oy, Oy, Oy!"
Tradução: – Qualé, gente boa, tão me estranhando! Eu hein?
O Sherife de Nothinghelt ficou tão
deslumbrado com a doçura de Margaruth, que assinou um
cheque em branco para a organização de Achnassát Calá da floresta de Shilwood,
garantindo que, naquele ano, nenhuma moça judia ficaria sem um casamento digno
por falta de Guelt.
Deste momento em diante, foi sagrado L.O.R.D. por Ivanhoérshale
e passou a chamar-se o Lord de Notênguelt!
Margaruth já estava prometida a Daven McNigun, mas, isto não importava mais ao antigo Sherife, que renunciara ao cargo em prol de Robin Idish. Ele esperaria
pacientemente por sua Bashert, que chegaria
minutos depois, trazida desde a Baixa Telefônia, por
Dona Yentel Efônica.
–
Rebeca, este é o Lord de Notênguelt.
– Muito
prazer seu Lord. Eu sou Rebeca.
– Lord, esta é Rebeca. Ela é uma judia moça.
– Muito
prazer, dona Rebeca, eu sou um judeu homem.
– Lord, Rebeca é solteira.
– Sim, Lord, eu sou solteira. E você?
– Você
tem um jardim, Rebeca?
– Sim, Lord, eu tenho um jardim.
– Dona Yentel, Rebeca tem um jardim.
–
Sim, Lord, Rebeca tem um jardim.
E assim, Rebeca,
Lord Notênguelt e Dona Yentel Efônica, ficaram neste papo dias a fio e aproveitaram
para abrir a primeira escola de Inglês para iniciantes, onde aplicariam sua
animada conversa de Shiduch, para ensinarem a todo o
mundo o idioma de Robin Idish,
o paladino da Justiça, que partiu imediatamente em direção à América, mesmo que
ela ainda não tivesse sido descoberta, pois podia agüentar tudo nesta vida, menos
diálogo de curso de Inglês.
Ye Ende
Glossário
de termos judaicos e paralelos:
Achnassát Calá = Tudo o que se relaciona a angariar fundos para casar
uma moça pobre.
Idish = Idioma judeo-europeu que mescla hebraico, dialetos regionais e alemão medieval. Sinônimo de Judeu ou Judaico
Ieshivá = Seminário rabinico e local onde se estuda Torá
de maneira dirigida ou em grupo
Shamash = Assistente de
rabino e/ou da Sinagoga
Gabai = Funcionário da Sinagoga ou da Comunidade responsável
pela arrecadação e administração de Fundos
Guelt = Dinheiro em Idish
Beit Din = Tribunal rabínico composto de 3
juízes
Parnassá = Sustento
Shiduch = encontro entre
moça e moço solteiro com finalidade matrimonial
Maguen David
= Escudo de David, ou estrêla de seis pontas
Mezuzá = Pergaminho
sagrado que os judeus colocamos no umbral das portas. A caixinha não chama Mezuzá, mas nartik.
Daven = Rezar, em Idish. Origina-se do Aramaico Dahavium
(as reza dos patriarcas, como explicou o rabino Shabsi
Alpern)
Nigun = melodia, em
geral entoada numa reza, estudo de Torá, na mesa do Shabat etc
Tefilin = Se você é
judeu, tem mais de 13 anos e não sabe o que é, pergunte ao rabino na sua
Sinagoga mais próxima.
L.O.R.D. = Lendário Organizador de Recadação
de Dinheiro
Notên = dá, doa, em hebraico