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T R O P I C A S H E R, Torá com Gostinho Tropical
CASHÉR e JUDAICO: "PARECIDO PERO NO ES LO MISMO".
Um dia desses presenciei vi uma cena curiosíssima numa lanchonete Cashér:
Uma senhora pediu um desjejum completo e reclamou que o leite era artificial.
"- Não é artificial, é de soja" - disse a garçonete polidamente - este restaurante serve carne, portanto não podemos ter nada que contenha leite".
A cliente ficou irritada, suspendeu o desjejum e pediu uma torrada com queijo gratinado.
"- Desculpe, mas o nosso restaurante é Cashér e servimos carne portanto não podemos ter queijo", reiterou a garçonete.
A cliente ficou nervosa, bradou que entrou no restaurante porque viu comidas Judaicas na vitrine, disse que tambem é judia, que tudo isto é ridículo, xingou a garçonete em Idish e foi embora.
O que havia naquela vitrine?
Havia assim: Vursht, Kishke, Tsholent, Vareniks, Knishe, Guefiltefish = comidas típicas Judaicas.
Entretanto, isso não torna essas comidas automàticamente Cashér (Kosher segundo algumas grafias).
Para ser Cashér, a comida tem de obedecer alguns requisitos básicos que estão na Torá:
Um Tsholent com carne de animal ou ave que não foram abatidos por um shochet (perito em abate de acordo com as leis da Torá) torna-se TARÊF (não é Cashér).
Entretanto, olha só que coisa boa, uma Feijoada com direito a farofa, couve é caipirinha feita só com carnes Cashér pode ser servida em qualquer Sinagoga! (me avisa se souber de uma bôca dessas).
Hoje em dia, milhares de Judeus em todo o mundo estão fazendo Tshuvá e adotando o estilo de vida da Torá.
Por isso é importante saber a diferença entre comida Cashér e comida Judaica e lembrar que uma comida tradicional Judaica elaborada sem produtos Cashér tem aí o mesmo valor religioso de ostra ao molho de presunto de morcêgo com chantilly.
Seja como for, é sempre bom perguntar se o restaurante além de Judaico, também é Casher.
Mas vê se não arranja briga com a garçonete, pombas!
Beteavon! (bom apetite)
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